Pastoral do Surdo Regional Centro-Oeste: Organização, Comunhão e Preparação para 2030
A Pastoral do Surdo nasce da missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos, com dignidade, acesso, comunhão e verdadeira pertença.
Essa missão, porém, não pode depender apenas da boa vontade isolada de uma pessoa, de um intérprete, de um padre ou de uma comunidade. Para crescer com estabilidade, a Pastoral do Surdo precisa de organização, acompanhamento, formação, diálogo e comunhão eclesial.
Foi nesse espírito que, no dia 27 de maio de 2026, aconteceu uma reunião geral online da Pastoral do Surdo Regional Centro-Oeste, com a presença de Dom Adair José Guimarães, Bispo Referencial da Pastoral do Surdo no Regional, Pe. Cleyton Torres, Referencial dos Surdos e Pe. Cleyton Garcia, Referencial dos Intérpretes.
O encontro teve como objetivo favorecer um alinhamento geral da caminhada pastoral, fortalecer a articulação da nova coordenação e preparar, com responsabilidade, os passos futuros da missão junto às pessoas surdas, suas famílias, intérpretes e comunidades.
Uma reunião para alinhar a missão
A reunião geral não foi apenas um encontro administrativo. Foi um momento de discernimento pastoral.
Quando uma pastoral cresce, surgem novas necessidades: organizar equipes, distribuir responsabilidades, formar lideranças, envolver dioceses, aproximar padres, apoiar intérpretes e garantir que a pessoa surda não seja apenas acolhida ocasionalmente, mas acompanhada de modo constante.
Por isso, o alinhamento regional é fundamental. Ele ajuda a transformar iniciativas dispersas em caminhada comum.
A presença de Dom Adair José Guimarães
A presença de Dom Adair José Guimarães na reunião geral foi um sinal importante de comunhão e cuidado episcopal.
Como Bispo Referencial da Pastoral do Surdo no Regional Centro-Oeste, Dom Adair acompanha a missão com olhar pastoral, atento à necessidade de fortalecer a evangelização da pessoa surda e de apoiar os agentes que servem nessa caminhada.
Sua participação recorda que a Pastoral do Surdo não é uma atividade isolada, nem uma ação paralela à vida da Igreja. Ela é parte da missão evangelizadora da Igreja e precisa caminhar em comunhão com os bispos, dioceses, paróquias, comunidades e agentes pastorais.
Goiânia e o chamado à organização
Durante os alinhamentos pastorais, também foi destacada a necessidade de fortalecer a organização da Pastoral do Surdo em Goiânia.
Goiânia possui muitas forças vivas: pessoas competentes, experiências pastorais, intérpretes, agentes comprometidos, comunidades em movimento e trabalhos importantes já acontecendo.
Ao mesmo tempo, foi reconhecido que essas forças precisam caminhar de forma mais articulada, para que a missão não fique dispersa nem excessivamente concentrada em poucas pessoas.
Essa percepção é muito importante. Uma pastoral cresce com mais segurança quando há equipe, partilha de responsabilidades, apoio dos pastores e formação de novas lideranças.
O papel dos padres e a necessidade de novas colaborações
Um dos pontos relevantes do diálogo pastoral foi a importância de ampliar o envolvimento de sacerdotes na missão com a comunidade surda.
A presença de padres que conhecem Libras ou que desejam aprender Libras é uma grande riqueza para a Igreja. Ela aproxima a pessoa surda da vida sacramental, facilita o acompanhamento espiritual e fortalece a pertença eclesial.
Também foi reconhecido que é necessário pensar em uma equipe mais ampla, com novas colaborações, para que o trabalho não dependa de uma única referência.
A comunidade surda cresce, e sua participação na vida da Igreja exige acompanhamento próximo, constante e organizado.
Um diálogo fraterno entre pastores
Na noite do mesmo dia, após a reunião geral, houve também uma comunicação fraterna entre Dom Adair José Guimarães e Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo de Goiânia.
Na mensagem enviada, Dom Adair expressou alegria, gratidão e preocupação pastoral com a organização da Pastoral do Surdo em Goiânia. Ele destacou a existência de muitas forças vivas e trabalhos já acontecendo, mas também apontou a necessidade de uma equipe arquidiocesana mais estruturada para fortalecer esse serviço tão necessário.
Dom Adair também apresentou a necessidade de apoio e autorização para que a caminhada em vista do encontro nacional de 2030 pudesse começar com mais segurança, responsabilidade e organização.
Em resposta, Dom João Justino manifestou abertura, acolhida e disposição para colaborar com a missão. Também destacou que mais apoio, poderia de modo significativo, contribuir com o fortalecimento da Pastoral do Surdo.
Preparar 2030 com responsabilidade
O ano de 2030 já aparece no horizonte da Pastoral do Surdo como um tempo importante para o Brasil.
Está disponível uma lista de espera para pessoas interessadas em acompanhar as informações sobre o 23º ENAPAS e o 13º ENCICAT, previstos para 2030, em Goiânia, Goiás.
É importante compreender bem: neste momento, trata-se de uma lista de espera. Ela não substitui a inscrição oficial, não confirma vaga e não deve ser entendida como divulgação definitiva de todos os detalhes do encontro.
A lista de espera é um canal para reunir pessoas interessadas e permitir que elas recebam informações futuras sobre programação, inscrições, orientações e demais atualizações oficiais.
ENAPAS e ENCICAT: uma missão nacional
O ENAPAS é o Encontro Nacional da Pastoral do Surdo. O ENCICAT é o Encontro Nacional dos Intérpretes Católicos.
Esses encontros reúnem pessoas surdas, intérpretes, bispos, padres, religiosos, catequistas, agentes pastorais, famílias e comunidades de diversas partes do Brasil.
Mais do que eventos, eles são momentos de espiritualidade, formação, escuta, convivência, partilha e fortalecimento da missão evangelizadora em Libras.
Por isso, preparar o ENAPAS e o ENCICAT exige mais do que estrutura física. Exige maturidade pastoral, comunhão e responsabilidade.
Uma nova etapa para o Regional Centro-Oeste
A reunião geral de 27 de maio de 2026 pode ser compreendida como um marco importante na caminhada da Pastoral do Surdo Regional Centro-Oeste.
Ela sinaliza uma nova etapa: mais organizada, mais articulada e mais consciente da necessidade de caminhar em comunhão.
O Regional Centro-Oeste é chamado a fortalecer suas bases, animar suas dioceses, apoiar suas comunidades, formar novos agentes, valorizar o protagonismo surdo e preparar, com humildade, os próximos passos da missão.
Esse caminho não será feito por uma pessoa sozinha. Ele exigirá equipe, oração, comunicação, clareza, serviço e perseverança.
Ninguém está sozinho nesta missão
Uma das mensagens mais importantes que nasce desse momento é simples e profunda: ninguém está sozinho.
A pessoa surda que deseja participar da vida da Igreja não está sozinha.
O intérprete que serve em uma paróquia com poucos recursos não está sozinho.
O padre que quer acolher melhor a comunidade surda não está sozinho.
A família que busca catequese acessível para seu filho surdo não está sozinha.
A comunidade que ainda está começando também não está sozinha.
Existe uma caminhada. Existe uma pastoral. Existe uma rede. Existe uma Igreja que, com seus limites e aprendizados, deseja caminhar junto.
O que fazer a partir de agora?
A preparação para 2030 precisa começar com passos concretos.
1. Fortalecer a organização da Pastoral do Surdo nas dioceses e comunidades.
2. Identificar pessoas surdas que desejam participar mais ativamente da vida da Igreja.
3. Apoiar intérpretes de Libras com formação pastoral, litúrgica e espiritual.
4. Incentivar padres, diáconos, religiosos e seminaristas a conhecerem melhor a realidade da comunidade surda.
5. Criar equipes, evitando que a missão fique concentrada em uma única pessoa.
6. Promover espaços de formação sobre Libras, cultura surda, catequese acessível e participação sacramental.
7. Acompanhar os canais oficiais do 23º ENAPAS e 13º ENCICAT 2030.
8. Rezar pela missão, pelos bispos, padres, surdos, intérpretes e todos os agentes envolvidos.
A lista de espera como primeiro passo
A lista de espera para o 23º ENAPAS e 13º ENCICAT 2030 está disponível para quem deseja acompanhar as futuras informações sobre o encontro.
Ao se cadastrar, a pessoa manifesta interesse em receber atualizações, mas deve aguardar os comunicados oficiais sobre programação, inscrições, hospedagem e demais orientações práticas.
Esse primeiro gesto ajuda a organização a perceber o interesse nacional e permite que a comunicação seja feita de modo mais direto com aqueles que desejam participar da caminhada.
Conclusão: organização a serviço da comunhão
A reunião geral da Pastoral do Surdo Regional Centro-Oeste, realizada em 27 de maio de 2026, não foi apenas uma reunião de agenda.
Foi um sinal de amadurecimento pastoral.
A presença de Dom Adair José Guimarães, o diálogo com Dom João Justino, a preocupação com a organização de Goiânia, a possibilidade de novas colaborações sacerdotais e a preparação responsável para 2030 apontam para uma mesma direção: a missão precisa caminhar com comunhão.
A Pastoral do Surdo só cresce de modo saudável quando une espiritualidade, organização, protagonismo surdo, intérpretes bem formados, apoio dos pastores e participação das comunidades.
O caminho até 2030 já começou. E ele deve ser percorrido com humildade, fidelidade, escuta e esperança.
Eduarda Bispo
Pastoral do Surdo Regional Centro-Oeste
Observação:
Este artigo tem caráter informativo e pastoral. A lista de espera não corresponde à inscrição oficial do evento. As informações completas sobre programação, inscrições, hospedagem, local e demais orientações serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais.
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